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O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, em Tegucigalpa, em 17 de janeiro de 2017

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O Parlamento venezuelano, dominado pela oposição, aprovou nesta terça-feira um acordo que pede a "convocação imediata" do Conselho Permanente da OEA para avaliar a aplicação da Carta Democrática Interamericana no país, abalado por uma grave crise política e econômica.

"Na Venezuela há um desmantelamento da institucionalidade democrática, perseguição política e crescente crise humanitária (...). Que se realize uma avaliação coletiva da situação do país e da alteração da ordem constitucional".

O Legislativo também solicita ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) contribuir para que na Venezuela "se restitua o direito ao voto" e a "celebração de eleições em igualdade".

As eleições presidenciais estão previstas para dezembro de 2018, enquanto a de governadores - marcadas para dezembro passado - foram adiadas para 2017, em data a ser determinada.

O pedido do Parlamento ocorre após o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, entregar ao Conselho Permanente, no dia 14 de março, um pedido de aplicação da Carta Democrática e da suspensão da Venezuela como membro da organização caso não haja eleições em breve.

Além da realização de eleições, Almagro avalia urgente a libertação de cerca de 100 opositores presos, a restituição das competências do Parlamento e a ativação da assistência humanitária para enfrentar a escassez de alimentos e medicamentos.

O Parlamento venezuelano apoiou os pedidos de Almagro para a libertação dos dissidentes presos e para a abertura de um canal humanitário para chegada de alimentos e medicamentos à Venezuela.

Almagro protagonizou nesta terça-feira uma áspera discussão ao ser interpelado em Washington por partidários do governo venezuelano, que o acusaram de "traidor".

Ao abrir uma conferência sobre direitos humanos na Venezuela, no Salão das Américas da OEA, Almagro foi vaiado por cerca de dez pessoas após afirmar que "o governo (venezuelano) tem mostrado um padrão sistemático de abusos: críticos e opositores políticos são reprimidos, golpeados e detidos".

Um homem que não se identificou gritou que Almagro deveria condenar a situação política no Brasil e os desaparecimentos no México, no lugar de atacar a Venezuela.

"Você deveria ter vergonha de dizer algo assim sem saber o que a organização tem feito nestes casos", respondeu Almagro, antes de sair do salão sob aplausos e vaias.

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AFP