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(Arquivos) O vice-presidente venezuelano Tareck El Aissami, em Caracas, no dia 31 de janeiro de 2017

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O Parlamento da Venezuela, de maioria opositora, pedirá informação aos Estados Unidos sobre as sanções por tráfico de drogas impostas ao vice-presidente do país, Tareck El Aissami, no âmbito de um processo que poderia levar à sua destituição.

"Enviaremos um pedido de informação ao Congresso, ao Departamento do Tesouro e aos departamentos de Segurança dos Estados Unidos", disse a jornalistas Freddy Guevara, presidente da comissão especial instalada nesta quarta-feira para investigar as acusações.

A Assembleia Legislativa também pedirá informação às autoridades venezuelanas.

"Temos um dever moral (...) O país sofreu uma vergonha pela sanção ao vice-presidente por narcotráfico, lavagem de dinheiro e corrupção, assim como pela sanção a um venezuelano chamado Samark López", acrescentou Guevara.

O Departamento do Tesouro acusa El Aissami de facilitar, proteger e supervisionar o envio de drogas da Venezuela para o México e os Estados Unidos enquanto era ministro do Interior e governador do estado de Aragua.

Por isso, foi ordenado o congelamento dos bens que El Aissami e López, chamado de "testa de ferro", pudessem ter nos Estados Unidos. Também foi proibido que cidadãos e empresas dos EUA façam negócios com eles.

El Aissami publicou nesta quarta-feira no jornal New York Times uma carta dirigida ao secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em que nega as acusações e assegura que como ministro do Interior capturou 102 chefes do tráfico, extraditou 21 para os Estados Unidos e 36 para a Colômbia.

Guevara assinalou à AFP que a Câmara poderia aprovar uma moção de censura contra o vice-presidente, o que implicaria em sua saída.

"El Aissami não pode exercer funções de vice-presidente, ou de presidente da Venezuela, em caso de ausência de Nicolás Maduro. Não pode assinar contratos de interesse nacional com os Estados Unidos", sustentou.

Segundo a lei, em caso de falta absoluta do presidente, o vice-presidente o substitui.

Mas o Tribunal Supremo de Justiça considera que o Parlamento está em desacato e todas as suas decisões são "nulas" por não ter desvinculado formalmente três deputados opositores acusados de fraude eleitoral.

O parlamentar Carlos Paparoni disse à AFP que entregará à comissão investigadora um relatório apontando que López interveio em uma milionária supervalorização da importação de alimentos, que o governo vende a preços subsidiados em zonas populares.

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AFP