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Parlasul apoia Argentina em disputa com fundos especulativos

Plenária do Parlamento do Mercosul (Parlasul), em Montevidéu, em 7 de abril de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. julho 2014 - 21:32
(AFP)

O Parlamento do Mercosul (Parlasul) emitiu nesta segunda-feira uma declaração de apoio e solidariedade à Argentina na disputa legal que o país mantém com fundos especulativos.

A declaração do Parlasul acontece no momento em que uma delegação argentina, liderada pelo ministro da Economia, Axel Kicillof, reúne-se com um mediador designado pela Justiça americana para buscar um entendimento com esses fundos.

O Parlasul declarou "sua solidariedade" e "respaldo a uma solução que não comprometa o amplo processo de reestruturação de sua dívida soberana (argentina), rejeitando o comportamento de agentes especulativos que põem em risco os acordos alcançados entre países endividados e credores, afetando a estabilidade financeira global".

Uma decisão da Suprema Corte americana determinou que a Argentina não pode efetuar novos pagamentos aos credores que participam da reestruturação da sua dívida (93% do total) até que os 7% dos credores que não aceitaram a reestruturação da dívida também sejam pagos.

Na semana passada, os chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) apoiaram a Argentina em uma declaração que teve a abstenção do Canadá e a rejeição dos Estados Unidos. Outros blocos como a Unasul, Mercosul e o G77+China também se solidarizaram com o país.

O Parlamento do Mercosul conta com a representação dos cinco países membros do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

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