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O local também está cercado pela Guarda Nacional, que não intervém na ação dos partidários de Maduro

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Dezenas de partidários do governo do presidente Nicolás Maduro permaneciam nesta quarta-feira diante do Parlamento, controlado pela oposição, horas após invadirem o local e ferirem cinco deputados, o que impedia a saída de legisladores e jornalistas.

Diante das duas entradas da Assembleia, os partidários de Maduro gritavam contra os deputados da oposição, chamados de "assassinos" e "terroristas", e prometiam: "não vão sair, terão que comer os tapetes"!

Cinco horas após a invasão, deputados da oposição e jornalistas eram impedidos de sair da Assembleia pelos partidários de Maduro.

O local também está cercado pela Guarda Nacional, que não intervém na ação dos partidários de Maduro, limitando-se a afastar os jornalistas das entradas da Assembleia.

"Estamos sequestrados neste momento", declarou à imprensa o deputado Williams Dávila, membro da comissão de política externa do Parlamento, que qualificou o ataque de "tentativa de homicídio".

Os legisladores mantêm comunicação com vários chanceleres e congressistas da região, e com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, para relatar a situação e pedir apoio, informou Luis Florido, presidente do comitê legislativo.

"Qualquer perda de vida, qualquer agressão física será de responsabilidade do presidente (Nicolás Maduro), de seus ministros e dos encarregados da ordem pública", declarou Dávila.

O deputado questionou a atitude da Guarda Nacional, que não fez nada para evitar a invasão do Parlamento e a agressão aos deputados.

Os deputados Américo de Grazia, Nora Bracho, Armando Armas, Luis Carlos Padilla e Leonardo Regnault foram agredidos violentamente - três deles na cabeça - e levados a um centro médico.

Segurando pedaços de paus, dezenas de pessoas, algumas encapuzadas, forçaram os portões do Palácio Legislativo, onde acontecia uma sessão solene pelo Dia da Independência, e detonaram bombas de efeito moral nos jardins e corredores, gerando caos e pânico. Pelo menos três pessoas estavam armadas, segundo relatos de jornalistas presentes no local.

AFP