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Partido de Morales impõe condições para acordo sobre eleições de outubro na Bolívia

Camponeses e indígenas bolivianos, simpatizantes do ex-presidente Evo Morales, participam de protesto contra o segundo adiamento das eleições gerais no país em El Alto, Bolívia, 28 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. agosto 2020 - 22:34
(AFP)

O Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, condicionou neste sábado (8) a aceitação do dia 18 de outubro como nova data para as eleições à aprovação de uma lei, ao compromisso de não modificá-la e a que o acordo final tenha respaldo internacional.

"Vemos claramente que não será possível cumprir a data (de 6 de setembro). É preciso propiciar o diálogo para poder resolver este tema. Acompanharemos qualquer decisão que resulte do diálogo", declarou Luis Arce, candidato do MAS, em coletiva de imprensa.

Contudo, o partida de oposição impôs três condições para aceitar a nova data: que seja definida por uma lei, e não por uma resolução; que a data seja definitiva, já que os reiterados adiamentos geram inconformismo na população; e que o acordo alcançado tenha o aval da comunidade internacional.

O sucessor do ex-presidente Evo Morales (2006-2019) não confirmou explicitamente se participará do diálogo político convocado para este domingo pela presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, ou se estará presente em outra instância de diálogo paralela apoiada pelo Poder Legislativo, controlado pelo MAS.

Além de confirmar a data das eleições, a agenda de Áñez propõe também um acordo para suspender os "bloqueios que estão impedindo a chegada de oxigênio para os pacientes com COVID-19".

Há seis dias, camponeses, indígenas e cidadãos que apoiam o ex-presidente Evo Morales mantêm vários bloqueios de estradas em seis dos nove departamentos para exigir que as eleições gerais sejam realizadas em 6 de setembro, como estava previsto após o primeiro adiamento, ao invés de 18 de outubro, data imposta pelo Tribunal Eleitoral.

Os bloqueios estão provocando prejuízos econômicos e riscos sanitários, já que impedem a passagem de camiões de oxigênio vital para atender pacientes com coronavírus.

Com 11 milhões de habitantes, a Bolívia registra quase 88.000 contágios de coronavírus e mais de 3.500 óbitos.

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