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Membros de partido islamita radical da Tunísia pedem que a democracia seja enterrada

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O partido islamita radical tunisiano Hizb ut-Tahrir, que defende a instauração de um califado e a sharia (lei islâmica), pediu neste sábado que a democracia seja enterrada.

"A democracia já não interessa a ninguém e é hora de anunciar sua morte e fazer seu enterro", afirmou Abderraouf Amri, presidente do escritório político da formação, geralmente acusado pelas autoridades de perturbar a ordem pública.

Centenas de partidários participaram do congresso anual da formação perto da capital Túnis, glorificando "o califado, salvador da humanidade" e denunciando "a perseguição pelo sistema democrático".

Mehdi Ben Gharbia, ministro encarregado das relações e las relaciones com as instâncias institucionais, a sociedade civil e as organizações dos direitos humanos, indicou à AFP ter pedido há duas semanas a suspensão de um mês das atividades de Hizb ut-Tahrir depois de "declarações que atentam contra o regime republicano da Tunísia"

Criado no início da década de 1980, Hizb ut-Tahrir só foi legalizado em 2012, depois da revolução contra a ditadura de Zine El Abidine Ben Ali.

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