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O líder máximo das Farc, Timoleón Jiménez, conhecido como Timochenko, discursa durante cerimônia de abertura da conferência da guerrilha, em Llanos del Yarí, no dia 17 de setembro de 2016

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O acordo de paz para acabar com 52 anos de conflito armado na Colômbia não tem "vencedores nem vencidos", disse neste sábado Timoleón Jiménez, líder máximo da guerrilha das Farc, ao abrir a conferência nacional que deverá referendar o acordo.

Com este "histórico" acordo "fica definitivamente claro que nesta guerra não existem vencedores nem vencidos", enfatizou o chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), também conhecido como Timochenko, a partir de um imenso palco instalado em um local remoto do Caguán, sudeste da Colômbia.

"Se nossos adversários querem anunciar que ganharam a guerra, deixem; para as Farc e nosso povo a maior satisfação será sempre ter ganhado a paz", declarou diante de cerca de 500 rebeldes reunidos sob um céu de chumbo nas savanas do Yarí, tradicional reduto da guerrilha nascida em 1964 de uma insurreição camponesa.

Timochenko, nome de guerra de Rodrigo Londoño, impulsiona desde sua chegada à cúpula guerrilheira, em 2011, a solução negociada a um conflito fratricida, que envolveu guerrilhas, paramilitares e agentes do Estado, com um balanço de cerca de 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

"Há todo um povo que está há 52 anos à espera da paz e que batalhou por isso (...). Nosso compromisso indeclinável com este povo deve ser ratificado", declarou, pedindo as suas bases que aprovem o acordo de paz "para que seja obrigatório o cumprimento".

"Em suas mãos se encontra o destino da Colômbia", concluiu com solenidade.

Mais de mil guerrilheiros procedentes de toda a Colômbia, entre eles 29 membros do Estado-Maior Central das Farc e cerca de 200 delegados das distintas estruturas rebeldes, deverão se pronunciar sobre o pacto alcançado com o governo de Juan Manuel Santos após quase quatro anos de negociações em Cuba.

Para entrar em vigor, o acordo, que será assinado por Santos e Timochenko em 26 de setembro em Cartagena, ainda deve ser aprovado pelos colombianos em um plebiscito convocado para 2 de outubro.

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AFP