Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(Arquivo) Foto mostra presos durante treinamento em prisão em Guatire, na Venezuela, em 1 de julho de 2016

(afp_tickers)

Ao menos 62 presos morreram em centros de detenção preventiva na Venezuela durante 2017, dos quais 18 por desnutrição e tuberculose, segundo o relatório de uma ONG publicado nesta quinta-feira.

O relatório de Um Janela para a Liberdade - que defende os direitos dos presos - ressalta que dois policiais e um parente de um interno também morreram nesses lugares onde os réus que aguardam sentença são mantidos.

Do total de mortes, 27 foram baleadas, cinco esfaqueadas e três espancadas. Além disso, oito presos perderam a vida devido a tuberculose, nove por desnutrição e um devido a sintomas de ambas as doenças e outros 12 por sufocação, suicídio ou amebíase.

Os pacientes com tuberculose "não receberam tratamento médico necessário", reclamou a associação, que argumenta que 98% das 198 prisões monitoradas não possuem serviço médico.

Com um superlotação de 250,8%, essas instalações, que reúnem 14.525 pessoas, também possuem graves condições insalubridade: 62% não possuem serviços de saneamento, enquanto 64% faltam água potável e 52% não têm coleta de lixo, diz a ONG.

A ONG sustenta que, nos centros investigados há 186 presos com doenças crônicas.

Além disso, do número total de reclusos, 27% já foram processados, mas não foram transferidos para seus centros penitenciários permanentes, enquanto 100 continuam presos, apesar de terem recebido ordem de libertação.

Desde julho de 2011, o governo venezuelano lançou um plano para pacificar as penalidades e adaptá-las às normas internacionais.

Existem cerca de 50 prisões no país, das quais 98% trabalham sob o novo regime.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.









swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP