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Membro das Forças Democráticas Sírias, em Raqa, em 12 de julho de 2017

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Pelo menos 744 civis morreram em junho na Síria e no Iraque durante a ofensiva da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), segundo um balanço da ONG Airwars.

Este coletivo de jornalistas com sede em Londres, que compila dados públicos de redes sociais, depoimentos e outras fontes, afirma que as operações militares contra Raqa, na Síria, e Mossul, no Iraque, foram devastadoras.

A cifra fornecida pela Airwars é muito mais alta do que a da coalizão, que reconheceu no início de julho a morte de 603 civis "abatidos de maneira involuntária em ataques da coalizão" desde o início de suas operações militares, no fim de 2014.

O diretor da Airwars, Chris Woods, afirma que a intensificação dos ataques em Mossul e Raqa é responsável por uma parte deste aumento, mas assegura que o objetivo do Pentágono de destruir os extremistas envolve um risco mais alto para os civis.

"Apesar de ser previsível a ocorrência de importantes baixas de civis durante os cercos contra Raqa e Mossul, essa não pode ser a única explicação do grande número de vítimas do qual nós e outros observadores, ONG e organismos internacionais, temos conhecimento", explica Woods. Segundo as estimativas da Airwars, entre 529 e 744 não-combatentes morreram em junho, ou seja, mais de 50% do que no mês anterior.

A Anistia Internacional pediu na terça-feira a criação de uma comissão para investigar os crimes cometidos contra civis. A organização de defesa dos direitos humanos afirma que as forças iraquianas e da coalizão internacional fracassaram na hora de proteger os civis.

As acusações foram rechaçadas pelo general americano Stephen Townsend, que dirige a coalizão militar antiextremista. "É, acredito eu, a campanha mais precisa da história da guerra", declarou.

"Desafio as pessoas da Anistia e de qualquer outro [organismo] que faça essas acusações a verificar primeiro os fatos e se assegurar de que está falando de uma posição de autoridade", acrescentou.

AFP