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O avião caiu numa zona desértica de difícil acesso no norte do Mali, onde não restam mais que escombros do aparelho, um McDonnell Douglas MD-83 alugado da empresa espanhola SwiftAir.

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O chefe de missão de investigação criminal sobre o acidente do voo AH5017 da Air Algérie no Mali considerou nesta quarta-feira que há uma forte probabilidade de identificação de todas as vítimas do acidente graças a amostras encontradas na cena da tragédia.

"Nós coletamos um pouco mais de 1.000 amostras. Cientificamente, temos uma forte probabilidade de identificar todas as pessoas", assegurou o coronel Patrick Touron durante uma coletiva de imprensa realizada no aeroporto de Paris Roissy, por ocasião do retorno à França dos 21 gendarmes e policiais que participaram da investigação no Mali.

O voo AH5017 da Air Algérie, que fazia o trajeto Uagadugu- Argel, caiu no norte do Mali 50 minutos após sua decolagem. No total, 116 pessoas, incluindo 54 franceses, morreram no acidente. A aeronave era alugada da companhia espanhola Swiftair.

"Estamos confiantes, dada a natureza do choque, que eles não sofreram um único instante", afirmou Touron, vice-diretor do Instituto de Pesquisa Criminalística da Gendarmeria francesa.

Os 21 gendarmes e policiais, incluindo seis investigadores da polícia dos transportes aéreos (GTA), viajaram ao Mali em 25 de julho. Eles visitaram o local do acidente, perto da cidade de Gossi, a cerca de 150 km de Gao, junto com especialistas do Mali, Espanha e Argélia.

"Pelo que tenho observado, o avião caiu com grande velocidade vertical, porque foi literalmente pulverizado. O choque foi quase instantâneo", acrescentou o coronel Touron.

As duas caixas-pretas do avião, um MD-83, foram entregues em 28 de julho ao Escritório de Investigação e Análise (BEA), órgão oficial francês responsável pela investigação técnica. Os dados da primeira caixa, que registra as informações técnicas do voo, estão sendo analisados, enquanto os da segunda precisam ser recuperados, já que a caixa foi bastante danificada.

AFP