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Membros do recém-criado grupo militar antiterrorismo de elite, em Jauja, em 1º de agosto de 2017

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Um tribunal peruano condenou na madrugada desta sexta-feira (18) um grupo de militares responsáveis, há três décadas, pela tortura, pelo assassinato e pelo desaparecimento de 53 pessoas em um quartel militar na cidade andina de Huamanga.

As vítimas seriam, de acordo com os militares, integrantes da guerrilha Sendero Luminoso.

O chefe do Batalhão "Los Cabitos", o ex-tenente-coronel Humberto Orbegozo, recebeu a maior pena, de 30 anos de prisão. Já o chefe do Destacamento de Inteligência de Ayacucho, Pedro Paz Avendaño, foi condenado a 23 anos.

O juiz Ricardo Brousset ordenou a detenção imediata dos militares acusados de assassinato, os quais não acompanharam a leitura da sentença.

O chefe do Estado-Maior administrativo, coronel Roberto Saldaña, foi absolvido de culpa, enquanto as acusações contra os coronéis Carlos Briceño e Carlos Millones foram retiradas por problemas de saúde.

Durante a audiência, que começou na noite de quinta-feira e seguiu até a madrugada desta sexta, foram citados os atos de violência, sequestro, desaparecimentos, torturas e execuções contra 53 vítimas no quartel Domingo Ayarza, mais conhecido como "Los Cabitos", em 1983.

Segundo a Procuradoria, deste total, 34 pessoas permanecem na condição de desaparecidos, 15 foram torturadas, três mulheres sofreram violência sexual, e uma foi executada.

Esses crimes foram cometidos na cidade andina de Huamanga, na região Ayacucho, quando as Forças Armadas ficaram encarregadas da luta contra o Sendero Luminoso. Em "Los Cabitos", havia um forno usado para incinerar restos humanos.

Entre 1980 e 2000, o Peru viveu uma guerra contra as guerrilhas do Sendero Luminoso e do MRTA, a qual deixou 69 mil mortos, segundo a Comissão da Verdade do país.

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AFP