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O ex-presidente peruano Ollanta Humala, em Lima, em 22 de maio de 2017

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Um procurador pediu ao Poder Judicial peruano a prisão preventiva para Ollanta Humala e sua esposa Nadine Heredia, pela suposta contribuição irregular da empresa Odebrecht à campanha eleitoral de 2011 do ex-presidente do Peru, informou nesta terça-feira uma fonte do Ministério Público.

"Está confirmado que o procurador provincial Germán Juárez solicitou ao Poder Judicial a prisão preventiva para o ex-presidente Humala e sua esposa pelos aportes irregulares de três milhões de dólares da Odebrecht para a campanha de 2011", disse à AFP a fonte do MP que pediu anonimato.

O MP apontou, no Twitter, que nesta quarta-feira um juiz vai decidir em uma audiência pública se aceita ou recusa o pedido de prisão do casal.

"Confirmado o pedido de prisão preventiva contra Ollanta Humala e Nadine Heredia. A audiência será realizada amanhã às 10h", indicou.

Humala (2011-2016) e sua mulher são acusados de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O pedido de prisão preventiva não se baseia apenas no depoimento de Marcelo Odebrecht, que garantiu ao procurador Juárez ter doado 3 milhões de dólares à campanha eleitoral, mas também em declarações de outros colaboradores, que teriam apresentado provas à procuradoria sobre a entrega de dinheiro ao casal segundo a imprensa local.

O advogado de Humala, Julio Espinoza, disse estar surpreso com o pedido "já que o ex-mandatário e sua mulher têm respondido a todas as citações e convocações do MP".

"Vamos esperar a intimação do juiz para escutar e debater a posição do MP. Só esperamos uma decisão imparcial", destacou à emissora Canal N.

Em diversas ocasiões, Humala negou ter recebido dinheiro da Odebrecht ou do Partido dos Trabalhadores (PT) para sua campanha. O tenente-coronel aposentado do Exército afirmou, há algumas semanas, ser vítima do maior "linchamento político" da vida republicana do Peru pelas investigações a que ele e sua família estão submetidos.

A Odebrecht garante que pagou 29 milhões de dólares em propina no Peru para fazer obras entre 2005 e 2014. O período compreende os governos de Alejandro Toledo, Alan García e Humala.

AFP