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Peru amplia vacinação contra covid-19 e inclui pessoas vulneráveis

Profissional de saúde prepara dose da vacina Pfizer-BioNTech contra covid-19, em Lima, em 28 de abril de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. maio 2021 - 20:54
(AFP)

O Peru ampliou nesta sexta-feira (21) sua campanha de imunização contra a covid-19 para pessoas vulneráveis, incluindo pacientes psiquiátricos, e para a faixa etária entre 65 e 69 anos, enquanto a América Latina se aproxima de um milhão de mortes devido à pandemia.

Os 62 postos de vacinação de Lima e centenas de outros em cidades do litoral, região andina e floresta amazônica do país possibilitaram imunizar esta faixa etária, além de outros grupos considerados vulneráveis de todas as idades.

Entre eles, pacientes com câncer, com transplantes de órgãos e doenças "raras", informou o Ministério da Saúde. Até quinta-feira, apenas pessoas com mais de 70 anos foram vacinadas.

Sob um raro sol de outono (austral), dezenas de moradores do distrito de Miraflores, no sul de Lima, formaram uma fila de carros no campo de futebol do estádio municipal Manuel Bonilla, localizado à beira-mar. Também havia uma fila separada para as pessoas que chegavam sem veículo.

Todos receberam doses da Pfizer e devem receber a segunda dose em 11 de junho. O Peru também adquiriu doses da Sinopharm e AstraZeneca.

“Hoje começou a vacinação de pessoas com problemas oncológicos, com doenças mentais, doenças raras e congênitas, e com diálise e síndrome de Down. De modo que esse grande grupo está sendo vacinado aqui e em outros postos de vacinação”, disse à AFP Dr. Luis Llanos, do Desenvolvimento Humano do município de Miraflores.

- "Temos que confiar" -

Praticamente todos os acompanhantes dos vacinados registraram o processo com o celular. Na maioria dos casos, não foi para guardar uma lembrança, mas por desconfiança.

É que há dez dias o governo peruano abriu uma investigação após denúncias de pessoas que teriam recebido aplicações simuladas com seringas vazias.

As reclamações suscitaram temores de um possível mercado clandestino de doses, com a participação de profissionais de saúde. A hipótese foi descartada dias depois pelas autoridades, que afirmaram que os casos seriam "isolados".

“Estou muito confiante no procedimento de vacinação que estão fazendo, se não confiarmos, estamos perdidos. Temos que confiar”, disse à AFP a advogada Mônica Noblecilla, que levou sua mãe no carro para ser vacinada.

A vacinação começou no Peru em 9 de fevereiro, mas toda a campanha foi repleta de polêmica política.

Entre elas, a vacinação irregular e precoce de 470 pessoas, a maioria autoridades, incluindo o ex-presidente Martín Vizcarra. O caso chegou ao Congresso, que o destituiu em novembro, desqualificando-o para cargos públicos por 10 anos.

- 60 milhões de doses -

"Posso confirmar que já temos mais de 60 milhões de doses, que são mais do que suficientes para vacinar todos os maiores de 18 anos antes do final de 2021", disse o presidente peruano Francisco Sagasti nesta sexta-feira em mensagem ao país na televisão ao completar seis meses de governo interino.

O Peru foi duramente atingido pela pandemia. O país de 33 milhões de habitantes acumula 1,9 milhão de infecções e 67.253 mortes. Abril foi o pior mês - em novos casos e mortes - mas os números começaram a melhorar gradualmente no início de maio.

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