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O ex-presidente peruano Alan García

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A Justiça peruana condenou nesta quinta-feira um grupo de militares pela morte de 61 pessoas na localidade andina de Accomarca, incluindo 20 crianças, sob a alegação de que os mesmos eram integrantes da guerrilha Sendero Luminoso.

A sentença envolve 10 membros do Exército, do general que deu a ordem para destruir o vilarejo até o subtenente Telmo Hurtado, chamado de "açougueiro dos Andes", que admitiu o cumprimento da missão e a responsabilidade pela morte de 30 vítimas.

Hurtado foi condenado a 23 anos de prisão e Juan Rivera a 24. O general Wilfredo Mori, comandante da região e que deu a ordem de execução, terá que cumprir 25 anos de prisão.

Com exceção de Hurtado, atualmente com 54 anos e preso há uma década, os demais condenados deverão ser localizados para cumprir a pena.

Para o tribunal, sete condenados são autores materiais e três (os comandantes) são mentores do que foi considerado "uma grave violação aos direitos humanos, compatível com um crime contra a humanidade".

O "massacre de Accomarca", vilarejo pobre da região Ayacucho, aconteceu em 14 de agosto de 1985, quando uma patrulha militar invadiu a área com a informação de que o Sendero Luminoso organizaria uma assembleia no local.

De acordo com depoimentos à Comissão da Verdade e Reconciliação (CVR, 2003), reiterados no julgamento, os soldados levaram as vítimas para o local onde supostamente aconteceria a reunião.

Os militares abriram fogo e lançaram granadas contra os capturados. O restante da população correu para as colinas. O massacre aconteceu no início do mandato do então presidente Alan García (1985-1990), que participou no julgamento como testemunha e chamou o ato de "crime atroz".

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AFP