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(Arquivo) Mosquitos Aedes aegypti são vistos em Lima, no dia 27 de janeiro de 2016

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O Peru declarou na quarta-feira emergência sanitária em 11 das suas 25 regiões, por um período de 90 dias, para implementar medidas para combater o vírus da zika, depois de que foram registrados 102 casos de infeção no país.

"Declara-se em emergência sanitária por 90 dias os departamentos [estados] de Loreto, Cajamarca, Ucayali, San Martín, Tumbes, Huánuco, La Libertad, Amazonas, Piura, Lambayeque, assim como parte de Lima", indica uma publicação no diário oficial.

O Ministério da Saúde e as direções regionais de saúde dos departamentos realizarão ações para evitar que sejam registrados mais casos de zika nas suas populações, afirma a publicação.

Em junho, o Peru ativou um comitê de emergência sanitária para evitar a propagação do zika no seu território, onde já foram registrados 102 casos, entre autóctones e importados.

O controle foi reforçado com ovitrampas - armadilhas para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor do vírus - e a instalação de um cerco epidemiológico, que consiste na vigilância dos lugares onde estiveram as pessoas infectadas, para evitar a propagação do vírus.

O vírus foi detectado em localidades do norte e do oeste do país. Do total de casos, 34 são de mulheres grávidas.

O ministério lembrou que o vírus pode ser transmitido sexualmente e causar microcefalia em fetos - uma malformação que se caracteriza por um tamanho abaixo da média da cabeça e que prejudica o desenvolvimento cerebral -, além de problemas neurológicos em adultos, como a síndrome de Guillain-Barré, que causa paralisia e pode levar à morte.

O zika vírus se espalhou rapidamente pela América Latina desde 2015.

No Brasil, o país mais afetado, cerca de 1,5 milhão de pessoas foram infectadas pelo zika, e mais de 1.600 bebês nasceram com microcefalia associada ao vírus desde o início da epidemia, em outubro do ano passado, segundo dados recentes do Ministério da Saúde.

O primeiro caso no Peru foi notificado em 29 de janeiro deste ano, em um cidadão venezuelano que tinha viajado para o seu país e para a Colômbia.

O Peru mantém uma vigilância estrita da presença do Aedes aegypti em 392 distritos onde existem antecedentes de dengue, outra das doenças transmitidas pelo mosquito.

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AFP