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Peru proíbe que homens e mulheres saiam juntos por coronavírus

O presidente peruano, Martín Vizcarra, decretou o revezamento de homens e mulheres nas ruas diante da pandemia do novo coronavírus. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. abril 2020 - 21:28
(AFP)

O Peru reforçou nesta quinta-feira as restrições de circulação diante da pandemia de coronavírus e proibiu homens e mulheres de saírem juntos nas ruas, determinando que cada gênero deve alternar sua presença para evitar o contágio.

A insólita medida, também aplicada pelo Panamá, foi anunciada pelo presidente Martín Vizcarra e estipula que as pessoas do sexo masculino só poderão sair de casa na segunda, quarta e sexta-feiras, cabendo às mulheres as terças, quintas e sábados. No domingo a saída é proibida.

"Faltam dez dias. Façamos este esforço adicional para ter o controle desta doença", disse Vizcarra ao anunciar as medidas adicionais que valerão até 12 de abril, quando acaba o isolamento decretado em 16 de março.

O presidente destacou que serão dadas orientações especiais para que os militares e policiais que patrulham as ruas respeitem os homossexuais e os transexuais.

"Quando falamos em homens e mulheres, sabemos que na igualdade de gênero há cidadãos que se encontram em outro tipo do seu sentimento. As Forças Armadas e a Polícia têm instruções para evitar atitudes homofóbicas. Nosso governo é inclusivo", destacou Vizcarra.

Vizcarra assinalou que a medida foi adotada para reduzir à metade o número de pessoas que circulam diariamente pelas ruas.

"As medidas de controle (anteriores) tiveram bons resultados, mas não o que esperávamos".

A medida não afetará os funcionários dos serviços básicos que funcionam durante a emergência sanitária, como mercados, bancos, farmácias e hospitais.

O Peru está sob toque de recolher noturno e com a população sob isolamento obrigatório há quase três semanas.

O país tem 1.414 casos confirmados do novo coronavírus, com 55 óbitos.

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