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De acordo com ONGs de Direitos Humanos, a exploração de trabalhadores é frequente em Taiwan

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Um grupo de pescadores estrangeiros em Taiwan vivia trancado em quartos minúsculos, sem janelas, para evitar que fugissem quando não estivessem trabalhando, informou a procuradoria, sobre um novo caso de abuso contra trabalhadores imigrantes na ilha.

Os proprietários da empresa de pesca estavam, na segunda-feira, entre as 19 pessoas acusadas de reter de forma ilegal 81 pescadores estrangeiros em edifícios, na cidade de Kaohsiung, no sul.

Os pescadores tinham que trabalhar 48 horas consecutivas sem descanso, por um salário mensal de 300 a 500 dólares (entre 250 e 420 euros), informou a procuradoria.

Em Taiwan, a lei estabelece uma jornada de trabalho de oito horas diárias no máximo e um salário mínimo de aproximadamente 930 dólares.

"Os acusados exploravam os pescadores com métodos ilegais para seu próprio benefício", afirmou a procuradoria em um comunicado, descrevendo-os como "escravos do mar".

As 19 pessoas processadas são acusadas de tráfico de pessoas e ofensa contra a liberdade pessoal e podem ser condenadas a até sete anos de prisão.

O caso veio à tona no ano passado depois que um dos pescadores conseguiu avisar a procuradoria, graças à ajuda de um assistente social, segundo o comunicado.

A ONG Greenpeace já havia denunciado as "horríveis" condições dos trabalhadores estrangeiros nos barcos taiwaneses, e os abusos físicos que sofrem.

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AFP