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Enfermeiras cuidam de Sun Liang, obeso mórbido de 22 anos que pesa mais de 300 quilos, na UTI de um hospital da província de Shandong, na China, em 14 de abril de 2014.

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O sobrepeso e a obesidade aumentam o risco de desenvolver dezenas de tipos de câncer, incluindo o de útero, vesícula biliar, rim, fígado e cólon, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira na revista médica britânica The Lancet.

Realizado por cientistas da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, o estudo foi feito com mais de 5 milhões de britânicos de 16 anos, com índice de massa corporal (IMC) conhecido. Eles acompanharam sua evolução durante sete anos e meio.

O IMC é a relação entre altura e peso. Um índice superior a 30 é considerado indício de obesidade em um adulto. Um índice situado entre 25 e 30 é considerado indicador de sobrepeso.

Ao estudar os 167.000 casos de câncer observados nesta população, os cientistas estabeleceram um vínculo entre o IMC e 17 dos 22 tumores observados com maior frequência no Reino Unido.

Cada aumento de peso de cinco pontos do IMC pode estar associado a um risco ampliado de vários tipos de câncer, sendo o de útero o mais frequente, com um aumento do risco de 62%, à frente do de vesícula biliar (31%), de fígado (25%), de colo do útero (10%), de tiroide (9%) e a leucemia (9%).

Os IMC muito altos também aumentam o risco global do câncer de fígado (19%), cólon (10%) e ovários (9%).

Com base nesses resultados, os cientistas estimam que na Grã-Bretanha 12 mil casos de câncer anuais possam estar vinculados à obesidade e a sobrepeso.

Se a epidemia de obesidade se mantiver no ritmo atual, com alta de um ponto de IMC a cada 12 anos, poderá haver 3.800 casos de câncer adicionais por ano no país.

AFP