Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha e a organização Médicos sem Fronteiras participam de treinamento de pessoal em Genebra, no dia 29 de outubro de 2014

(afp_tickers)

Três pesquisadores norte-americanos e a ONG Médicos Sem Fronteiras receberam o prêmio Lasker 2015, considerado nos Estados Unidos como o Nobel local da medicina - anunciou a fundação nesta terça-feira.

A organização Médicos Sem Fronteiras recebeu o prêmio na categoria de serviço público "por suas audazes iniciativas" contra a epidemia de Ebola na África ocidental e suas "ações eficazes na linha de frente de uma emergência sanitária", escreveu a fundação Lasker em comunicado.

O prêmio é concedido em três categorias de trabalho, cada um com uma recompensa de 250.000 dólares.

Na categoria de investigação médica básica, devido a seus avanços no mecanismo de proteção e reparação do DNA, foram premiados Evelyn Witkin, geneticista de 94 anos e professora aposentada da Universidade Rutgers em Nova Jersey (nordeste), e Stephen Elledge, de 59 anos e professor de genética na faculdade de medicina de Harvard (Massachusetts, nordeste).

Um terceiro norte-americano, James Allison (67 anos), professor de imunologia do Centro de Câncer da Universidade do Texas (sul), recebeu o prêmio na categoria pesquisa clínica, graças à descoberta e desenvolvimento de uma imunoterapia que permite ativar o sistema imunológico para combater as células cancerígenas.

Esta pesquisa permitiu desenvolver tratamentos eficazes especialmente contra o melanoma, um agressivo câncer de pele que era um mistério para a medicina. Em média, morriam 50% dos doentes após um ano do diagnóstico. Atualmente, os pacientes têm remissões de mais de 10 anos.

"Os vencedores deste ano abriram fronteiras em processos genéticos fundamentais para todas as formas de vida, desenvolveram novos tratamentos de câncer que desencadeiam o potencial do sistema imunológico, e têm trabalhado com muita dedicação para conter uma epidemia devastadora de Ebola", disse Claire Pomeroy, presidente da Fundação Lasker, em comunicado.

"A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) assumiu a liderança na resposta à epidemia de Ebola, enquanto outros permaneciam de braços cruzados", destacou Alfred Sommer, da Academia de Saúde Pública Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland, leste) e um dos membros do júri.

Os prêmio serão entregues em uma cerimônia em 18 de setembro em Nova York.

De todos os ganhadores de edições passadas do prêmio Lasker, 86 foram agraciados com um Nobel, dos quais 44 nas últimas três décadas, segundo a organização fundada em 1942.

Os prêmios Lasker recompensam os pesquisadores, médicos e funcionários públicos que contribuem para a realização de progressos importantes na compreensão, diagnóstico, tratamento, cura ou prevenção de doenças humanas.

AFP