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(Arquivo) Poço de petróleo perto da cidade de Andrews, Texas

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Os preços do petróleo caíram nesta quinta-feira em Nova York após a decisão da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) de prolongar durante nove meses a redução da oferta, mas sem baixar o teto de produção.

O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em julho perdeu 2,46 dólares a 48,90 dólares no New York Mercantile Exchange (Nymex).

Em Londres, o preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em julho, retrocedeu 2,50 dólares a 51,46 dólares no Intercontinental Exchange (ICE).

Os países da Opep e seus sócios, incluindo a Rússia, decidiram nesta quinta-feira prorrogar por nove meses, até março de 2018, seus cortes de produção de petróleo, na tentativa de sustentar os preços.

"O que o mercado nos diz agora é que esperava uma redução mais prolongada, mais marcada da produção", comentou Gene McGillian da Tradition Energy.

Embora a hipótese de uma extensão de nove meses tenha se concretizado, alimentada por declarações russa e saudita, as especulações se multiplicaram nas últimas semanas sobre que tipo de continuidade a Opep daria a seu acordo.

"Havíamos considerado diferentes possibilidades, de seis a nove e 12 meses e inclusive a opção de reduções mais significativas", admitiu nesta quinta-feira o ministro de Energia saudita. Khaled al-Faleh, depois da reunião de 24 países produtores, membros e não membros da Opep, na sede da organização em Viena.

Os cortes não conseguiram atingir seu objetivo de drenar as reservas e estimular os preços à alta, com um barril que nos últimos meses se aproxima dos 50 dólares, longe dos 100 de há apenas três anos.

"Tivemos cerca de cinco meses de acordo da Opep sem um impacto maior sobre os estoques", destacou Gene McGillian.

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