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(Arquivo) Sede do grupo Total, nos arredores de Paris

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A petroleira francesa Total, líder de um consórcio internacional que inclui a China, fechou nesta segunda-feira um acordo para investir no Irã, o que contraria os Estados Unidos, decidido a ampliar as sanções econômicas contra Teerã.

O acordo, com duração de 20 anos, estabelece que o consórcio, com participação da chinesa CNPCI, deverá investir 2 bilhões de dólares para desenvolver o campo de gás offshore de Pars-Sud. A Total é responsável por metade desse investimento.

O grupo francês se torna, assim, o primeiro petroleiro ocidental a voltar a investir no Irã desde o histórico acordo sobre o programa nuclear do país, datado de julho de 2015.

O pacto entre Teerã e as principais potencias econômicas mundiais (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) retirou grande parte das sanções internacionais. Desde janeiro de 2016, empresas estrangeiras voltaram a poder investir no país árabe.

O governo de Hasán Rohaní pretende estimular a economia e atrair investimentos estrangeiros para o setor energético. "Não esqueceremos nunca que a Total foi pioneira", disse o ministro iraniano de Petróleo, Bijan Namadar Zanganeh, na assinatura do acordo.

Apesar da hostilidade do presidente americano Donald Trump, o Irã busca fortalecer suas relações com países da União Europeia.

O anúncio acontece dias após uma viagem do ministro de Relação Exteriores, Mohamad Javad Zarif, pela Europa. Ele foi recebido pelo presidente francês Emmanuel Macron, pelo presidente alemão Frank-Walter Steinmeier e pelo primeiro-ministro italiano Paolo Gentiloni.

O acordo aponta que o consórcio que vai desenvolver o campo de gás Pars-Sud será de propriedade da Total (50,1%), do grupo China National Petroleum Corporation (CNPCI, 30%) e da iraniana Petropars (19,9%).

No fim de junho, o senado americano aprovou, com ampla maioria, uma nova lei que defende novas sanções ao Irã, acusado de apoiar atos terroristas internacionais. O texto, muito criticado por Teerã, ainda precisa passar pela Câmara e ser sancionado por Trump.

AFP