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PF encaminha relatório ao STF sobre suposta corrupção de Temer

Presidente brasileiro Michel Temer no Palácio do Planalto em Brasília, em 29 de agosto 2018, em foto fornecida pela Agencia Brasil afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. setembro 2018 - 11:40
(AFP)

A Polícia Federal encaminhou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório com indícios de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o presidente Michel Temer, que teria recebido vantagens indevidas da empreiteira Odebrecht.

Temer rejeitou de imediato as conclusões de uma investigação que, a seus olhos constitui, "um atentado à lógica e à cronologia dos fatos".

Segundo o portal G1, o relatório do delegado Thiago Delabary afirma que Temer recebeu em março de 2014 o total de 1,438 milhão de reais procedentes de pedidos de Moreira Franco, atual ministro de Minas e Energia, à Odebrecht.

A investigação da PF fala do pagamento de 10 milhões de reais da Odebrecht ao MDB, partido de Temer, para a campanha eleitoral de 2014, na qual concorreu como vice-presidente de Dilma Rousseff, destituída em 2016 pelo Congresso.

A Procuradoria Geral da República (PGR) deve decidir agora se denuncia Temer pela terceira vez.

As duas primeiras denúncias, em 2017, foram barradas pela Câmara de Deputados, encarregada de autorizar ou não o andamento do processo contra o presidente da República.

As denúncias envolviam corrupção passiva, obstrução à justiça e organização criminosa, nos dois casos relacionadas às delações dos dirigentes do grupo JBS.

Temer perderá sua imunidade no próximo dia 1º de janeiro, quando entregar a presidência ao ganhador das eleições de outubro próximo.

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