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Presidente Michel Temer, em cerimônia pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, em Brasília, em 5 de junho de 2017

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A Polícia Federal enviou nesta segunda-feira ao presidente Michel Temer 84 perguntas referentes ao caso JBS, que deverão ser respondidas por escrito no prazo de 24 horas, na véspera do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderá anular seu mandato.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa Temer de corrupção, organização criminosa e obstrução à justiça, com base nas delações premiadas de executivos da JBS. A denúncia inclui uma série de provas, como uma gravação na qual o presidente parece dar seu aval ao pagamento de suborno.

Edson Fachin, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) encarregado da operação Lava Jato sobre os desvios de dinheiro da Petrobras, autorizou o envio das perguntas no dia 30 de maio passado, e deu o prazo de 24 horas para a devolução do questionário.

Temer tem o direito de não responder às perguntas, destacaram fontes do Supremo.

O envio das perguntas antes do início do julgamento no TSE era um dos temores da defesa de Temer.

"Temos indícios de movimentos e iniciativas de Janot na véspera do julgamento no TSE para pressionar o tribunal a condenar o presidente", disse o advogado Gustavo Guedes, em declarações no domingo ao jornal Folha de S.Paulo.

Temer, que assumiu o cargo há um ano com o impeachment de Dilma Rousseff, se encontra no centro de uma tempestade política desde a divulgação de uma gravação realizada por Joesley Batista, um dos proprietários da JBS, em 17 de maio passado.

O presidente afirma que não renunciará, se declara inocente e pediu à Justiça que faça uma perícia na gravação, que apresenta sinais de manipulação e não tem valor legal, segundo seus advogados.

No início da noite desta terça-feira, o TSE analisará se nas eleições de 2014 a chapa Dilma/Temer cometeu "abuso de poder econômico e político", incluindo o recebimento de contribuição ilegal procedente da fraude na Petrobras.

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AFP