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Um soldado venezuelano guarda um avião militar, em Tumeremo, Venezuela, no dia 21 de julho de 2015

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Um avião militar venezuelano se acidentou na noite desta quinta-feira durante uma operação para interceptar uma "aeronave ilícita" na fronteira com a Colômbia, matando seus dois pilotos, informou o governo nesta sexta-feira.

"A Força Armada Nacional Bolivariana informa o falecimento dos capitães" Ronald Ramírez e Jackson García, que pilotavam o avião Sukhoi-30, da aviação militar, destacou um informe lido nesta sexta-feira pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.

Os corpos dos oficiais foram encontrados na localidade de Elorza (estado de Apure, sudeste) junto aos destroços da aeronave, que ficou "totalmente destruída", acrescentou o ministro.

O acidente ocorreu por volta das 21H07 locais (22H37 de Brasília), quando os militares sobrevoavam a região de Cajón de Arauca, "ante um chamado de alerta pela incursão de uma aeronave ilegal", detectada pelo sistema de defesa aéreo.

A aeronave suspeita tinha entrado pela região norte-ocidental da Venezuela e seguia para o sul rumo à fronteira com a Colômbia, indicou mais cedo Padrino López.

Neste primeiro informe, o funcionário assegurou que "máfias ligadas ao narcotráfico pretendem utilizar" o território venezuelano como "plataforma de distribuição de drogas produzidas no país vizinho, rumo à América Central e o Caribe".

O governo anunciou a abertura de uma investigação para determinar as causas do acidente.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, expressou suas condolências às famílias dos pilotos, que foram promovidos a major.

A Venezuela aumentou sua presença militar na fronteira com a Colômbia desde que, em 19 de agosto, Maduro ordenou o fechamento de amplos trechos da zona limítrofe de 2.219 km.

O presidente venezuelano tomou essa decisão depois de um ataque em que morreram três militares venezuelanos na cidade fronteiriça de Santo Antonio del Táchira (oeste), atribuído a paramilitares colombianos ligados a máfias de contrabando.

Essas medidas incluíram a deportação de 1.500 colombianos e a saída de outros 20.000 por temor de serem expulsos, desatando uma crise diplomática entre os dois países.

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AFP