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Ativistas defensores dos direitos humanos manifestam-se em frente a Punta Penco, no dia 23 de dezembro de 2016

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O general aposentado do Exército do Chile, Héctor Orosco, foi preso aos 91 anos de idade por crimes cometidos durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), provocando uma polêmica no país por causa da idade avançada e do estado de saúde do idoso.

Apesar de sua defesa garantir que Orosco sofre de demência senil, o ex-general foi condenado a 10 anos de prisão pelo homicídio de dois dirigentes de esquerda em 1973 pelo juiz da Suprema Corte, Jaime Arancibia, após determinar que "se encontra lúcido e pode começar a cumprir a pena em condição normal", indicou nesta quarta-feira um informe do poder judiciário.

Orosco foi condenado em julho passado e devia se apresentar diante da Justiça para ser preso, bem como outros três ex-militares.

O militar da reserva não se apresentou e foi declarado fugitivo. Agentes policiais detiveram Orosco na segunda-feira, e ele foi levado para a prisão de Punta Peuco, no norte de Santiago, onde cumprem pena as pessoas acusadas de violarem os direitos humanos durante a ditadura.

As famílias dos réus pedem para eles serem liberados por causa da idade avançada e dos problemas de saúde que enfrentam.

"Mais um pouco e levam ele nu para humilhá-lo mais. Isso não justiça, é vingança", disse à imprensa René Orosco, irmão do ex-general.

Sua prisão evocou um debate na imprensa e nas redes sociais sobre a idade de Orosco, um dos condenados pelas mais de 3.200 mortes e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura de Pinochet.

"O país pode começar uma conversa nesse sentido, mas o governo não vai mudar sua doutrina sobre o tema. Precisamos avançar em verdade e justiça", disse Paula Narváez, porta-voz do governo.

O fechamento da prisão Punta Peuco e a transferência de seus detidos à presídios comuns é uma promessa da presidente Michelle Bachelet, que garantiu que vai cumpri-la antes do fim do seu mandato, em março de 2018.

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AFP