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Polícia boliviana investiga arredores de residência diplomática do México

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales durante coletiva de imprensa em Buenos Aires, 21 de fevereiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. junho 2020 - 22:18
(AFP)

A polícia boliviana investigou os arredores da residência diplomática do México em La Paz, onde colaboradores do ex-presidente Evo Morales estão asilados, para evitar supostas tentativas de fuga, informou o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia nesta segunda-feira.

"As ações realizadas (no domingo) pelas forças policiais (...) estão a cargo do Ministério de Governo para impedir qualquer tentativa de fuga, pelos asilados, que eventualmente tentam burlar a segurança", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em uma declaração.

Cerca de 200 homens uniformizados participaram dessa operação nas proximidades da residência mexicana em um bairro exclusivo na região sul de La Paz, informou a polícia boliviana, depois que a missão diplomática disse no Twitter que "um movimento policial incomum foi registrado no arredores" da propriedade.

O Ministério das Relações Exteriores negou que a operação policial tentasse remover ex-ministros de Morales à força (2006-2014).

Desde a renúncia de Morales em meio a uma forte convulsão social, os ex-ministros Juan Ramón Quintana (da Presidência), Javier Zavaleta (Defesa), Héctor Arce (Justiça), Hugo Moldiz (Interior) e Wilma Alanoca (Cultura).

Também estão o ex-governador do departamento andino de Oruro, Victor Hugo Vásquez, e o ex-diretor da Agência Estadual de Tecnologia da Informação, Nicolás Laguna.

O governo boliviano negou a eles um salvo-conduto para que deixem a embaixada com destino ao México, alegando que são acusados dos crimes de terrorismo e levante armado, para os quais existe um processo legal em andamento.

Desde o fim de semana, circularam versões de que alguns refugiados fugiram da residência, mas o vice-ministro da Segurança Cidadã, Wilson Santamaría, garantiu que todos permanecem na missão.

Morales, primeiro asilado no México e agora refugiado na Argentina, disse no Twitter que seus ex-colaboradores "completam 7 meses de asilo (...) sem, até agora, o governo de fato lhes conceder salvos condutos em clara violação ao Pacto de Viena.

O asilo para os colaboradores de Morales causou atrito diplomático entre o México e a Bolívia.

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