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(Arquivo) O general Augusto Pinochet em Santiago, no dia 2 de novembro de 1997

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A polícia do Chile capturou o capitão do Exército aposentado Arturo Silva, foragido há 24 dias, após ter sido condenado, junto a outros 13 militares chilenos e uruguaios, pela morte de um ex-agente da ditadura.

Silva, um ex-soldado que participou ativamente da ditadura de Pinochet (1973-1990), foi preso na sexta à noite em uma rua do bairro de Providencia, leste de Santiago, de acordo com imagens da emissora TVN exibidas neste sábado.

Depois de reagir aos oficiais da Polícia de Investigação Criminal (Civil), Silva foi imobilizado e, em seguida, levado para um hospital para verificar se havia lesões.

O ex-capitão do Exército foi condenado em 14 de agosto, juntamente com outros chilenos e uruguaios a entre 5 e 20 anos de prisão pelo assassinato do químico Eugenio Berrios, um ex-agente da ditadura que foi encontrado morto em 1995 no Uruguai, para onde fugiu após o fim da ditadura de Pinochet.

Em conluio com a ditadura chilena para apagar os traços de seus crimes, militares uruguaios materializaram o assassinato de Berrios, no que se acredita ser um dos últimos vestígios da "Operação Condor", um acordo nos anos 70 e que uniu as ditaduras militares do Cone Sul para coordenar o extermínio de adversários.

Silva foi levado para a prisão de Punta Peuco, na periferia de Santiago, um gabinete especial para os militares infratores dos direitos humanos e onde todos os condenados por este caso devem cumprir suas sentenças.

A sangrenta ditadura de Pinochet deixou mais de 3.200 mortos e 38.000 desaparecidos e torturados segundo dados oficiais.

AFP