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Polícia da Colômbia revela planos de atentado contra Duque

O ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano (C), e o diretor-geral da polícia, Jorge Vargas (D), participam de homenagem aos policiais mortos pelo crime organizado este ano, em Bogotá, em 28 de julho de 2022 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. julho 2022 - 21:44
(AFP)

A polícia da Colômbia declarou, nesta quinta-feira (28), que "tem evidências" de que um grupo armado, a mando de um antigo guerrilheiro, que se esconde na Venezuela, ofereceu uma recompensa milionária para atentar contra o presidente Iván Duque e seu ministro da Defesa.

"Temos certeza, com elemento material de inteligência, com evidência física, que Jhon Mechas já ofereceu 7 bilhões de pesos (cerca de 1,6 milhão de dólares) para atentar contra o senhor presidente", disse o general Jorge Luis Vargas, comandante da polícia.

O chefe da Frente 33, uma dissidência das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que abandonou o acordo de paz firmado em 2016, "também ofereceu 2 bilhões (cerca de 500.000 dólares) para atentar contra o senhor ministro da Defesa ou um general da força pública", acrescentou Vargas em coletiva de imprensa. A revelação aconteceu depois de uma cerimônia em homenagem a 36 policiais assassinados este ano no exercício de suas funções.

De acordo com a inteligência militar, Javier Alonso Veloza, nome de batismo de Jhon Mechas, opera na Venezuela, onde, segundo Bogotá, os grupos ilegais encontraram refúgio e proteção do governo chavista. Ambos os países romperam relações em 2019, apesar de compartilharem uma fronteira de 2.200 quilômetros.

"Jhon Mechas está na Venezuela. Richard, que é a pessoa que coordena os atentados para a Frente 33, está na Venezuela; entra na Colômbia, vai para Arauca (nordeste), viaja para a zona da Orinoquía (nordeste), Amazônia (sul), para distribuir dinheiro do narcotráfico", detalhou Vargas.

Apesar da assinatura do pacto histórico que desarmou a maior parte das Farc em 2017, o conflito colombiano persiste, depois de mais de meio século de violência, que já deixou 9 milhões de vítimas.

A zona fronteiriça foi cenário de múltiplos enfrentamentos entre grupos ilegais e ataques contra as forças públicas colombiana e venezuelana. Em junho de 2021, o helicóptero no qual viajava Duque foi alvo de rajadas de fuzil quando sobrevoava essa região fronteiriça. Nem o presidente, nem seus acompanhantes, ficaram feridos.

O presidente conservador denunciou, então, que o ataque foi planejado da Venezuela por dissidentes das Farc. Caracas nega a acusação de Duque, que conclui seu mandato de quatro anos em 7 de agosto.

Vargas assegurou que trabalha juntamente com a Interpol para enfrentar as ameaças contra o governo, "porque o plano está em desenvolvimento". Principal exportador de cocaína do mundo, a Colômbia sofre atualmente o pior surto de violência desde a assinatura do acordo de paz.

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