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Polícia da Nicarágua anuncia detenção de quinto pré-candidato à presidência

O pré-candidato Miguel Mora em 13 de dezembro de 2019 em Manágua afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. junho 2021 - 09:00
(AFP)

O pré-candidato à presidência da Nicarágua Miguel Mora foi detido no domingo, em uma investigação por crimes contra a soberania, o quinto aspirante ao cargo de chefe de Estado nas eleições de novembro a passar pela situação, anunciou a polícia.

Mora, que também é jornalista, foi detido em sua casa por "incitar a interferência estrangeiras em temas internos e pedir intervenções militares", com base em uma lei que o governo do presidente Daniel Ortega aplica aos opositores, informou a força de segurança.

Ele era pré-candidato à presidência pelo Partido da Renovação Democrática (PRD, evangélico), do qual o tribunal eleitoral retirou o caráter de pessoa jurídica em maio, o que deixa a formação fora das eleições de 7 de novembro.

Com Mora, 17 opositores foram detidos a cinco meses das eleições gerais, incluindo cinco pré-candidatos à presidência, nas quais não está descartado que Ortega, de 75 anos - os últimos 14 no poder de maneira consecutiva -, busque o quarto mandato sucessivo.

A ação policial contra opositores começou em 2 de junho com a detenção da aspirante à presidência Cristiana Chamorro, 67 anos, filha da ex-presidente Violeta Barrios de Chamorro, que segundo as pesquisas era a rival mais popular para a disputa com Ortega nas eleições de novembro.

Chamorro é acusada de lavagem de dinheiro por meio de uma fundação que tem o nome de sua mãe.

Também foram detidos o ex-diplomata Arturo Cruz, o cientista político Félix Maradiaga e o economista Juan Sebastián Chamorro, primo de Cristiana.

Mora era diretor do canal 100% Notícias, que foi fechado e atualmente existe apenas no formato digital.

Esta é a segunda operação contra Mora: em 21 de dezembro de 2018 ele foi detido por acusações de incitar o ódio para promover atos terroristas durante os protestos contra o governo.

Foi liberado seis meses depois sob uma lei de anistia.

O governo considera que os protestos de 2018, que terminaram com 328 mortos e milhares de exilados, segundo organismos humanitários, foram uma tentativa de golpe de Estado para afastar Ortega do poder.

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