Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Foto cedida pela Presidência brasileira mostra o presidente Michel Temer, em Brasília, em 5 de junho de 2017

(afp_tickers)

A Polícia Federal chegou à conclusão de que o presidente Michel Temer incorreu em crime de "corrupção passiva", segundo um relatório preliminar divulgado nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O relatório deve servir de base para a eventual denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer no Supremo.

No documento entregue ao Supremo, a Polícia Federal afirma que as evidências colhidas na investigação indicam "com vigor" que Temer cometeu crime de corrupção passiva.

A PF concluiu que o presidente aceitou pagamentos de vantagens indevidas do grupo J&f por intermédio do ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, do PMDB do Paraná.

Ao afirmar que Temer e Rocha Loures cometeram os crimes de corrupção passiva, a Polícia Federal destaca que, durante o inquérito, tentou interrogar os dois, que por opção não responderam às perguntas dos investigadores.

"Diante do silêncio do mandatário maior da nação e de seu ex-assessor especial, resultam incólumes as evidências que emanam do conjunto informativo formado nestes autos, a indicar, com vigor, a prática de corrupção passiva".

A PF concluiu ainda que o dono do grupo J&F, Joesley Batista, e o diretor de Relações Institucionais da empresa, Ricardo Saud, cometeram crime de corrupção ativa.

Temer, em viagem internacional por Rússia e Noruega, reagiu ao relatório limitando-se a dizer: "Vamos esperar".

- Contra as cordas -

Desde que as delações se tornaram públicas, Temer tem negado todas as acusações e afirmado que não atuou para beneficiar a JBS e nem teme delação premiada. O presidente também processou Joesley Batista por calúnia, injúria e difamação.

O relatório entregue ao Supremo se refere às investigações sobre os crimes de corrupção passiva, e está baseado nos pagamentos de propina a Rocha Loures e, indiretamente, a Temer "em razăo de interferência ou de suposta interferência no andamento de processo administrativo em trâmite no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)".

Segundo a delação da J&F, Joesley Batista procurou Rocha Loures para solicitar que o governo intercedesse a favor do grupo em um pleito no Cade.

Com relação às suspeitas de obstrução de Justiça e organização criminosa, a PF pediu mais cinco dias para concluir a investigação, e aguarda o fim da perícia técnica da gravação feita por Joesley Batista de conversa com Temer.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP