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Polícia mata em confronto suspeito do assassinato de Marielle Franco

Mural pintado em São Paulo em homenagem a Marielle Franco afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. fevereiro 2020 - 16:59
(AFP)

O miliciano Adriano Magalhães da Nobrega, investigado por envolvimento nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi morto neste domingo em confronto com a polícia da Bahia, anunciaram as autoridades locais.

Foragido há mais de um ano, "foi localizado pela polícia na zona rural da cidade de Esplanada", a 170 km de Salvador, informou a Secretaria de Segurança do estado em comunicado de imprensa.

"No momento do cumprimento do mandado de prisão ele resistiu com disparos de arma de fogo e terminou ferido. Ele chegou a ser socorrido para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos", diz o comunicado, que aponta que quatro armas foram encontradas na casa onde o suspeito estava escondido.

Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018 às 21H30 na região central do Rio.

A vereadora negra de 38 anos - identificada com a defesa da minoria LGBT e com as denúncias de violência policial nas favelas - voltava para casa depois de participar de um debate com jovens negras, quando seu carro foi baleado.

Dois ex-policiais militares foram presos sob a suspeita de serem os autores do crime: Ronnie Lessa, de 48 anos, suspeito de ter feito os disparos, e Elcio de Queiroz, de 46 anos, suposto motorista do carro que perseguiu os das vítimas.

Até o momento ninguém foi oficialmente apontado como autor intelectual do assassinato, mas a principal suspeita recai sobre o "Escritório do Crime", milícia supostamente liderada por Adriano Magalhães da Nobrega.

Ex-capitão do Bope, batalhão de elite da política militar do Rio de Janeiro, recebeu em 2005 a medalha Tiradentes, por iniciativa do ex-deputado e atual senador Flávio Bolsonaro.

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