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Policiais e militares especializados apreenderam 70 veículos, motocicletas e nove imóveis em Tamara, a 20 km ao norte de Tegucigalpa, no dia 29 de agosto de 2017

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A polícia de El Salvador prendeu, nesta sexta-feira, 93 integrantes e colaboradores de gangues acusados de homicídios e de integrar a estrutura financeira da Mara Salvatrucha (MS-13) na cidade de de Santa Ana, informaram as autoridades.

Também foram apreendidos 70 veículos, motocicletas e nove imóveis. A polícia ainda fez batidas em 41 negócios, entre restaurantes, oficinas mecânicas, mercearias e até mesmo uma pequena fábrica de fogos de artifício, apontou em uma coletiva de imprensa o diretor da Polícia, Howard Cotto.

A Polícia salvadorenha "está atacando com força a capacidade logística e financeira" da gangue com essa operação, basada numa investigação de dois anos, disse Cotto.

O advogado Jaime Ernesto Carranza também foi detido, e o Ministério Público pediu a inspeção de três imóveis seus, um deles na praia, e de seu escritório jurídico.

Erick Wilfredo Contreras, que supostamente era "credor" de fundos ilícitos das gangues, foi preso. Com ele, foram apreendidos 10 mil dólares em dinheiro, que estavam guardados em um cofre.

Também foi detido o empresário Óscar Armando Reyna, que administrava um conjunto de restaurantes utilizados para lavar dinheiro da Mara Salvatrucha em Santa Ana.

Num dos restaurantes foram encontrados 34 mil dólares.

Durante a operação, da qual participaram 1.195 agentes, a polícia realizou 85 ações e confiscou 15 armas, entre pistolas e escopetas.

Segundo Cotto, a ação permitiu constatar a "enorme diferença" entre o estilo de vida dos líderes, que vivem em exclusivas residências privadas, e os jovens que vão às ruas cometer extorsões, homicídios e outros delitos que afetam a população.

Cotto lamentou que pequenos empresários que antes entregavam as extorsões passaram a receber dinheiro para seus negócios como parte de uma "sociedade criminal" para obter e compartilhar lucros.

Segundo as autoridades,as gangues em El Salvador são responsáveis pela maior parte dos 2.092 homicídios cometidos de janeiro a julho deste ano.

Tem cerca de 70.000 membros, dos quais 16.000 estão presos.

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AFP