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Protesto pede pena de morte para estupradores, em Nova Délhi, em 23 de dezembro de 2012.

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A polícia indiana deteve nesta terça-feira três homens suspeitos de estuprar uma jovem de 16 anos sob a mira de uma arma e filmar o ataque em Nova Délhi, no caso mais recente de violência sexual coletiva no país.

A menina se dirigia à escola no dia 19 de julho quando quatro dos cinco suspeitos, três deles menores de idade, a levaram para a casa de um quinto homem e supostamente a atacaram.

"A polícia prendeu Pramod e seus dois cúmplices menores de idade, enquanto uma caçada foi lançada para prender Surendra Pehalwan e o outro acusado menor", disse um oficial da polícia, de acordo com a agência Press Trust of India.

Um dos acusados disse à vítima que iria postar as imagens do ataque na internet se ela tentasse denunciar o crime.

"O assunto veio à tona ontem (segunda-feira), quando ela passou por alguns problemas e contou aos pais sobre o incidente", disse o oficial, acrescentando que a polícia realizou as prisões horas após os pais apresentarem uma queixa oficial.

O incidente acontece apenas uma semana depois que uma menina de sete anos foi encontrada enforcada em uma árvore em uma aldeia no estado de Bengala Ocidental. Os moradores suspeitam que ela tenha sido estuprada.

O ataque era semelhante ao ocorrido com duas meninas, de 12 e 14 anos, no fim de maio no estado de Uttar Pradesh, onde elas também foram encontradas penduradas em uma árvore.

Neste mês, na cidade de Bangalore, o suposto estupro de uma menina de seis anos em uma escola desencadeou uma série de protestos de pais e ativistas políticos sobre a falta de segurança para as mulheres e crianças no país.

Em 2012, o estupro coletivo de uma estudante em um ônibus em movimento em Nova Délhi, que causou sua morte, provocou indignação na Índia e protestos por leis mais duras para deter os estupradores.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, prometeu uma política de "tolerância zero".

Mas a violência contra as mulheres está profundamente enraizada em alguns segmentos da sociedade indiana, segundo os ativistas, enquanto as estatísticas de criminalidade do governo mostram que um estupro é relatado a cada 21 minutos.

AFP