Navigation

Policiais e manifestantes se enfrentam em mais uma noite de protesto no Chile

Mulheres vestidas de preto marcham no Chile em 1º de novembro de 2019 em Santiago afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. novembro 2019 - 23:51
(AFP)

Policiais e manifestantes protagonizaram incidentes isolados nesta sexta-feira durante grandes protestos realizados no centro Santiago e em outras cidades do Chile.

Em Santiago, dezenas de milhares de manifestantes se reuniram na cêntrica praça Itália desafiando o feriado prolongado no país. Em ambiente de festa, ao ritmo de tambores e com bandeiras chilenas e mapuches (a maior etnia do país), o protesto se desenvolveu a maior parte do tempo pacificamente, sob a atenção da Polícia.

Entretanto, alguns manifestantes com o rosto coberto tentaram depredar a entrada de uma estação de metrô – que já havia sido atacada em outros protestos - e lojas ao redor da praça, mas foram dispersados pela polícia com jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo.

Outro grupo de manifestantes que caminhavam pela Alameda, a principal via de Santiago, parou em frente à sede do governo de La Moneda para protestar contra o presidente Sebastián Piñera, principal alvo dos protestos, mas também foram dispersados por Carabineros, como é a chamada a polícia chilena.

- "Aos caídos" -

Mais cedo, cerca de mil mulheres, em silêncio e vestidas de preto, deram início a um novo dia de manifestações em Santiago.

"Justiça, verdade, não à impunidade", gritaram manifestantes em frente ao Palácio de La Moneda, a sede do governo, ao final do protesto, quebrando o silêncio feito por grande parte de sua passagem pela Alameda, a principal avenida da capital chilena.

Com vestidos pretos e lenços brancos, prestaram uma homenagem "aos caídos", em referência às cerca vinte pessoas que morreram durante os protestos.

Carregada de simbolismo, enquanto o país e grande parte da região comemoram o dia dos mortos, a marcha teve momentos de tensão quando as mulheres em silêncio e com seus punhos cerrados para o alto se colocaram à frente das fileiras de policiais que apenas observaram sem intervir.

Os protestos, que começaram há 15 dias contra um aumento das tarifas do metrô, derivaram em um intenso e amplo movimento contra o governo e as políticas implementadas no país.

O INDH levou à justiça denúncias por tortura, violência sexual supostamente cometidas pelas forças de segurança, que na primeira semana foram reforçadas por militares que patrulharam as ruas em meio ao estado de emergência decretado pelo presidente Sebastián Piñera.

As denúncias sobre supostos abusos das forças de segurança levaram a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, a enviar ao país uma missão para verificar a veracidade das acusações.

A crise social, a mais forte desde a redemocratização em 1990, obrigou Piñera a cancelar o encontro de líderes do fórum econômico Apec e a cúpula do clima da ONU COP25, que seria realizada em poucas semanas em Santiago.

A ONU confirmou que Madri receberá a COP25 no começo de dezembro.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.