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Policiais reprimem manifestação da oposição em Honduras

Homens da tropa de choque entram em confronto com moradores de El Hatillo durante protesto contra a construção de um projeto habitacional nos arredores de Tegucigalpa, em 9 de setembro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. setembro 2019 - 17:47
(AFP)

Centenas de policiais atacaram neste domingo (15) com bombas de gás lacrimogênio mais de mil pessoas que marcharam paralelamente ao desfile organizado pelo governo de Honduras para comemorar os 198 anos da Independência da América Central.

Os manifestantes, convocados pelo partido Liberdade e Refundação (Libre, esquerda), coordenado pelo deposto Manuel Zelaya, marchavam pelo bulevar Morazán (leste) rumo ao centro da capital, Tegucigalpa, quando foram atacados pelos policiais.

Mais de mil pessoas, segundo estimativas da imprensa, caminhavam ao som de uma música chiclete, com a frase "JOH (em alusão ao presidente Juan Orlando Hernández) é pra fora que você vai", e exibindo cartazes com inscrições como "Fora o narcoditador".

Policiais as atacaram com bombas de gás lacrimogênio e jatos d'água disparados de um blindado. Os manifestantes contra-atacaram com pedras, o que produziu um intenso confronto, com um número não determinado de feridos.

Minutos depois, os manifestantes se reagruparam e seguiram para o parque central. Zelaya discursava para cerca de cinco mil pessoas, fazendo acusações ao governo por supostos vínculos com o narcotráfico quando os policiais voltaram a atacar.

Os manifestantes se dispersaram pelas ruas do centro histórico, onde foram perseguidos pela polícia em uma guerra de pedras contra bombas de gás lacrimogênio. Várias lojas tiveram que fechar as portas.

Zelaya participou do desfile paralelo ao oficial, celebrado pelo décimo ano consecutivo desde o golpe de Estado de junho de 2009.

No início da marcha, o ex-presidente disse à AFP que Honduras está mergulhada em uma crise provocada pela seca e a falta de produção, em meio a "acusações de narco-Estado" em tribunais dos Estados Unidos.

O ex-deputado Antonio Tony Hernández, irmão do chefe de Estado, é acusado em uma corte de Nova York como "narcotraficante em larga escala".

O presidente Hernández, que nega ter vínculos com o irmão no crime do qual é acusado, encabeçou a comemoração da independência ao lado de membros de seu governo em um palanque no Estádio Nacional.

No bulevar Suyapa e na pista olímpica do estádio marcharam estudantes de meia centena de colégios e cadetes da academia militar, enquanto 20.000 pessoas levadas em ônibus pelo governo lotaram as arquibancadas.

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