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O presidente Michel Temer, em Brasília, em 13 de julho de 2017

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A popularidade do presidente Michel Temer caiu de 10% em março para somente 5%, segundo pesquisa publicada nesta quinta-feira, antes da Câmara dos Deputados votar se a denúncia de corrupção contra ele avançará ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A pesquisa realizada pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 70% dos brasileiros consideram o governo Temer "ruim ou péssimo", a pior avaliação desde o retorno à democracia, em 1985. Em março, essa porcentagem era de 55%.

Cerca de 90% dos consultados não confiam no presidente conservador, superando os anteriores 83%.

De acordo com a pesquisa, a queda na aprovação do governo abrange nove áreas, sendo a de impostos e a de saúde as piores avaliadas, com 87% e 85% de desaprovação, respectivamente. As perguntas foram feitas antes da aplicação do polêmico imposto sobre os combustíveis.

A política para o meio ambiente foi desaprovada por 70% dos consultados; a da educação por 75%; e a de combate ao desemprego por 84%.

Apesar da inflação ter retrocedido para 3%, depois de chegar a 10,67% em 2015, a pesquisa mostrou que 77% dos brasileiros avaliam negativamente a política de controle de preços.

Após a divulgação dos resultados que mostraram que Temer é o presidente mais impopular em mais de 30 anos, ele afirmou que não lhe falta "nem coragem nem ousadia" e que tentará fazer a reforma da previdência, a tributária e uma reformulação do funcionamento da política antes do fim de seu mandato.

"Se nós conseguirmos realizar mais essas três, como conseguiremos, [...] ninguém poderá dizer que nós passamos em branco nestes dois anos e pouco de governo, que nós teremos dois anos e oito meses", afirmou.

A pesquisa do Ibope indicou que 52% dos entrevistados consideram que a sua presidência é "pior" que a de Dilma Rousseff e somente 11% a avalia como "melhor". Cerca de 35% não veem diferença entre os dois governos.

Em relação ao futuro, 65% dos brasileiros acreditam que o resto de seu governo será "ruim ou péssimo", 22% creem que será "regular" e somente 9% acreditam que será "ótimo ou bom".

As perguntas foram realizadas entre os dias 13 e 16 de julho, com uma amostragem de 2.000 pessoas em 125 municípios e uma margem de erro de dois pontos percentuais.

AFP