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Desfile da Portela no Sambódromo do Rio de Janeiro, no dia 28 de fevereiro de 2017

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A escola de samba Portela foi consagrada campeã do Carnaval do Rio, nesta quarta-feira (1º), pondo fim a 33 anos de jejum na Avenida.

O suspense durou até o final da apuração, quando os portelenses puderam celebrar a vitória com a diferença de apenas um décimo sobre a Mocidade.

Acumulando o maior número títulos da história - são 22 -, a Portela não ganhava desde 1984, ano de inauguração do Sambódromo.

"Eu tô chorando de alegria! E vou tomar todas! Eu tô em jejum desde 1970!", declarou Tia Surica, de 76 anos, lenda viva do samba, chorando de emoção, à TV Globo.

"Agora que não temos mais o peso de acabar com o jejum, podemos nos dedicar apenas a defender a bandeira do samba. A vitória não é só da Portela, é de todas as escolas", disse o presidente da Portela, Luiz Carlos Magalhães.

Tradicional de Madureira, berço do samba, a escola desfilou histórias e lendas dos rios, homenageando a cor azul que a acompanha desde sua fundação em 1923.

Este ano, em função dos acidentes no Sambódromo envolvendo a Paraíso do Tuiuti e a Unidos da Tijuca, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) decidiu, excepcionalmente, que nenhuma escola será rebaixada. Com isso, em 2018, o Grupo Especial contará com 13 escolas, e duas cairão para o Grupo A.

Decisão similar já foi tomada em 2011, quando um incêndio na Cidade do Samba atingiu os barracões da União da Ilha do Governador, da Portela e da Grande Rio.

AFP