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(Arquivo) O mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus da zika, fotografado em laboratório de Salvador

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Um primeiro caso de morte vinculada à infecção do vírus zika nos Estados Unidos foi reportado nesta sexta-feira no estado livre associado de Porto Rico, informaram autoridades sanitárias.

"O paciente morreu de complicações relacionadas" com uma diminuição de plaquetas no sangue, informaram os Centros para o Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

"Embora as mortes associadas ao vírus zika sejam raras, esta é a primeira morte identificada em Porto Rico nos adverte sobre a possibilidade de que se apresentem novos casos", acrescentou a organização em seu relatório.

O CDC pesquisou um total de 6.157 casos suspeitos de terem sido provocados pelo zika entre 1º de novembro de 2015 e 14 de abril de 2016.

Os cientistas confirmaram que em 683 destes casos, o equivalente a 11%, "obteve-se evidência nos laboratórios de uma recente infecção com o vírus zika".

O CDC advertiu para um potencial crescimento exponencial dos casos de zika em Porto Rico, que poderiam passar das centenas aos milhares.

As estimativas sobre a propagação do zika preveem que se apresentem entre três e quatro milhões de casos no continente americano.

O vírus espalhou-se amplamente no Brasil - onde foram registrados 1,5 milhão de casos -, Colômbia e o Caribe desde o fim de 2014, segundo os pesquisadores, essencialmente através da picada do mosquito Aedes aegypti, que na maioria dos casos só provoca uma infecção leve.

No entanto, quando a infecção ocorre durante a gravidez, pode afetar o cérebro do feto e provocar microcefalia.

Também pode causar transtornos neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré, uma doença que causa paralisia e pode, inclusive, chegar a provocar a morte do paciente.

AFP