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O ministro português das Relações Exteriores, Augusto Santos Silva (E), e o novo presidente do Parlamento venezuelano controlado pela oposição Omar Barboza, em Caracas, em 8 de janeiro de 2018

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O chanceler de Portugal, Augusto Santos Silva, pediu nesta segunda-feira (8) condições para os empresários lusitanos residentes na Venezuela, após o governo de Nicolás Maduro obrigar os supermercados, muitos deles propriedades de portugueses, a reduzirem os preços.

Em uma entrevista coletiva com seu contraparte venezuelano, Jorge Arreaza, Santos pediu ao governo do país para fazer tudo que for possível para conciliar sua política de controle de preços com "a necessidade dos portugueses de ter condições para suas empresas, comércios e redes de distribuição".

O chanceler português, que chegou a Caracas no sábado, disse que tinha se reunido com representantes da colônia de portugueses no país, que chega a 500 mil pessoas, e constatou "as dificuldades em que vivem (na Venezuela) têm impacto" nessa comunidade.

Na reunião, uma delegação de empresários portugueses pediu ajuda ao chanceler após a ordem do governo emitida no fim de semana passado de reduzir os preços nos comércios, em um contexto de economia abalada pela hiperinflação.

"Há preocupações (na comunidade portuguesa na Venezuela) pelas dificuldades de que se tenham preços inferiores aos custos de produção", disse mais tarde o diplomata, após se reunir com o Omar Barboza, presidente do Parlamento de maioria opositora.

Segundo o chefe da Superintendência de Defesa dos Direitos Socioeconômicos (Sundee), Willian Contreras, 214 supermercados de 26 cadeias foram inspecionados em Caracas, além de outros 350 estabelecimentos na capital e em outros estados, para verificar se havia especulação.

Arreaza, que não comentou o pedido do colega, destacou a importância da comunidade portuguesa na Venezuela e indicou que existem cerca de 20 projetos mistos em execução.

O chanceler português chegou a Venezuela em meio a atritos bilaterais, porque Maduro atribuiu a falta de pernil de porco importado para as festas de Natal a uma sabotagem de Portugal.

Diversos pequenos protestos aconteceram no fim do ano porque famílias pobres não receberam do governo o pernil que o governo tinha prometido a preços subsidiados.

Em declarações à imprensa após a reunião com Arreaza, Santos garantiu que o incidente já foi resolvido: "IO governo português não participa das relações contratuais entre empresas", afirmou.

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AFP