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Pré-sintomáticos de COVID-19 podem contaminar ambientes, diz estudo

Os pacientes pré-sintomáticos de COVID-19 podem contaminar ambientes, segundo estudo feito na China afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. maio 2020 - 01:11
(AFP)

O novo coronavírus foi detectado em várias superfícies de quartos de hotel onde dois estudantes chineses pré-sintomáticos foram postos em quarentena antes de ser diagnosticados com a doença, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (18).

Para elaborar o estudo, publicado na revista Emerging Infectious Diseases, dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, os cientistas examinaram os quartos de hotel dos estudantes, que retornaram à China em 19 e 20 de março.

Ao chegarem, eles foram transferidos a um hotel para cumprir 14 dias de quarentena obrigatória.

Na manhã do segundo dia de isolamento, permaneceram assintomáticos, mas testaram positivo para a COVID-19 e foram hospitalizados.

Os pesquisadores afirmaram que o estudo "demonstra uma extensa contaminação ambiental com o RNA do Sars-Cov-2 em um tempo relativamente curto".

Além disso, destacaram que se detectou uma maior carga viral depois do contato prolongado com lençóis e fronhas.

"A detecção do RNA do Sars-Cov-2 nas superfícies de lençóis, cobertor e fronha ressalta a importância dos procedimentos de manipulação adequados ao trocar ou lavar a roupa de cama usada pelos pacientes" com COVID-19, pontuaram.

"Em resumo, nosso estudo demonstra que os pacientes pré-sintomáticos têm alto desprendimento de carga viral e podem contaminar facilmente os ambientes", concluíram.

O estudo foi iniciado aproximadamente três horas depois de os pacientes testarem positivo. Neste momento, os cientistas coletaram amostras de várias superfícies nos quartos.

Coletaram um total de 22 amostras nos dois quartos.

Oito das amostras deram positivo para a COVID-19. Seis pertenciam ao quarto do estudante identificado como Paciente A e eram do interruptor da luz, a maçaneta da porta do banheiro, o lençol, o cobertor, a fronha e a toalha.

No quarto do Paciente B foram detectadas amostras positivas em uma torneira e em uma fronha.

A pesquisa foi feita por cientistas do Centro Qingdao para o Controle e a Prevenção de Doenças, o Centro Provincial de Shandong para o Controle e a Prevenção de Doenças, o Centro Global de Pesquisa em Saúde da Universidade Duke Kunshan e o Instituto de Microbiologia e Epidemiologia de Pequim.

Cientistas de todo o mundo estudam quanto tempo o vírus pode sobreviver em superfícies variadas. Os estudos demonstraram que podem viver de três horas a sete dias a depender do material, de acordo com as conclusões da Clínica Cleveland.

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