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Príncipe Harry, em Sydney, em 7 de junho de 2017

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O príncipe Harry disse em entrevista à revista Newsweek que o funeral da sua mãe, Diana, cujo caixão acompanhou durante meia hora sob os olhares da multidão quando tinha 12 anos de idade, foi um trauma para ele.

"Minha mãe tinha acabado de morrer e eu tive que caminhar um longo trecho atrás do seu caixão, rodeado por milhares de pessoas que me olhavam, enquanto outras milhões assistiam pela televisão", disse Harry, de 32 anos, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira.

"Acho que não se deve pedir isso a nenhuma criança, sob quaisquer circunstâncias. Acho que isso não aconteceria hoje em dia", acrescentou.

A princesa Diana morreu em 31 de agosto de 1997 em um acidente de carro em Paris. Seu funeral, realizado em Londres dias depois, foi visto pela televisão por três bilhões de pessoas.

Harry e seu irmão William, então com 15 anos, caminharam sérios e em silêncio durante meia hora no bairro real da capital para acompanhar o corpo de sua mãe até a abadia de Westminster.

Em entrevista ao Telegraph em abril passado, Harry contou que passou por um período de "caos total" após a perda da sua mãe. Somente aos 28 anos decidiu procurar ajuda psicológica.

"Depois de um tempo, eu tirei a cabeça da areia, comecei a escutar as pessoas ao meu redor e decidi usar a minha posição para fazer coisas boas", disse à Newsweek.

Em relação ao dia a dia de um príncipe, Harry indicou que as pessoas se "surpreenderiam" com a "vida normal" que ele e William levam.

"Mesmo se eu fosse rei, eu faria minhas próprias compras", disse.

O príncipe ressaltou, no entanto, a importância de conservar a aura de mistério da monarquia. "Não queremos diluir a magia", afirmou à Newsweek. "O público britânico e o mundo inteiro precisam de instituições como essa".

AFP