Os preços do petróleo se recuperavam nesta quinta-feira (13) após ataques contra dois navios-tanque no Golfo, uma situação que reacende os temores de um conflito nesta região crucial para o mercado petroleiro.

Em Nova York, o WTI para entrega em julho subiu 1,14 dólares e fechou em 52,28 enquanto que no mercado de Londres o Brent para agosto subiu 1,33 dólares (2,2%) e pouco antes do fechamento estava em 61,30.

Nesta quinta-feira, a Quinta Frota americana baseada no Bahrein indicou ter recebido dois pedidos de socorro cedo na manhã de navios-tanque no mar de Omã, afirmando que teriam sido alvo de um "ataque".

A autoridade marítima da Noruega informou, por sua vez, que ocorreram três explosões a bordo do petroleiro norueguês "Front Altair", que foi atacado juntamente com o "Kokuka Courageous", de propriedade de Singapura.

Este incidente constitui uma nova escalada nas tensões regionais, quase um mês depois dos ataques contra quatro navios, entre eles três petroleiros, em frente às costas dos Emirados Árabes Unidos, ato pelo qual Washington acusou o Irã.

As tensões entre a Arábia Saudita, primeiro exportador mundial, e o Irã, outro peso-pesado do petróleo, sempre mantêm o mercado nervoso, temendo uma possível perturbação da oferta.

"É preciso lembrar que é a região do estreito de Ormuz", avenida do tráfego petroleiro mundial em frente ao Irã, essencial para as exportações sauditas, destaca Tamas Varga, analista no PVM.

O incidente provocou na ocasião uma alta nos preços do petróleo, depois de o Brent terminar a sessão de quarta-feira abaixo dos 60 dólares (US$ 69,97) pela primeira vez desde o fim de janeiro.

O WTI também fechou com seu preço mais baixo em cinco meses, a 51,14 dólares.

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