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Prefeito do Rio é autorizado a manter sua candidatura à reeleição

(Arquivo) O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. outubro 2020 - 22:02
(AFP)

Um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, a manter sua candidatura à reeleição, semanas depois de o TRE-RJ ter declarado "inelegível" o candidato.

Crivella, prefeito desde 2016, havia sido declarado "inelegível" no final de setembro por sete juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que consideraram abuso do poder político a promoção da candidatura do seu filho a deputado federal com recursos públicos, em 2018.

Porém, um ministro do TSE, em Brasília, suspendeu a decisão nesta segunda-feira, concedendo a Crivella - que nega qualquer irregularidade - uma liminar até que o plenário analise definitivamente o caso.

Embora o magistrado tenha afirmado em sua decisão que o caso terá "urgência" de tratamento no plenário, não há prazo específico para que isso ocorra.

As eleições municipais serão celebradas em 15 de novembro em todo o país. Serão eleitos prefeitos e vereadores dos 5.570 municípios brasileiros.

Compete às prefeituras decisões importantes em áreas como planejamento urbano, gestão de resíduos, educação fundamental e atenção básica à saúde, essencial durante a pandemia do novo coronavírus.

Apesar do revés sofrido pelo prefeito em setembro (ao ser declarado inelegível até 2026), Crivella não interrompeu sua campanha.

Prosseguiu amparado pela lei eleitoral brasileira, que permite aos candidatos continuarem suas atividades até que a justiça analise os casos de forma definitiva.

No Rio de Janeiro, as pesquisas eleitorais são lideradas pelo ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), que concentra 30% das intenções de voto, de acordo com a última pesquisa Datafolha.

Crivella (Republicanos), que busca aproximar-se do presidente Jair Bolsonaro, aparece com 14% das intenções de voto, tendo um resultado melhor do que candidatos da ala progressista, como Martha Rocha (PDT), que tem 10%, e Benedita da Silva (PT), com 8%.

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