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Imagem da rede Iraqiya mostra o premiê iraquiano, Nuri al-Maliki, durante pronunciamento pela TV, em Bagdá, em 18 de junho de 2014

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O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, anunciou na madrugada desta segunda-feira (horário local) que apresentará uma denúncia contra o presidente Fuad Massum por violação da Constituição.

"Vou entrar hoje (segunda) com uma ação no Tribunal Federal contra o presidente", disse Al-Maliki, em uma declaração inesperada transmitida pouco depois da meia-noite local (18h de domingo no horário de Brasília) pela televisão estatal.

Logo depois, os Estados Unidos ratificaram seu apoio ao presidente Massum.

"Apoio total ao presidente iraquiano Fuad Massum como garante da Constituição e um candidato ao posto de primeiro-ministro capaz de criar um consenso nacional", escreveu o subsecretário de Estado para o Iraque, Brett McGurk, em sua conta no Twitter.

Al-Maliki se encontra sob forte pressão para renunciar a um terceiro mandato. Vários iraquianos acreditam que o premiê seja parte responsável pelo recente conflito no norte do Iraque por ter institucionalizado o sectarismo.

Washington, Teerã, líderes religiosos xiitas e grande parte de seu partido retiraram o apoio, mas Al-Maliki se nega a renunciar.

Na madrugada desta segunda-feira (horário local), as forças da Polícia iraquiana, do Exército e das unidades antiterroristas foram enviadas em grande número para zonas estratégicas de Bagdá, disseram fontes de segurança.

"Há uma forte presença de membros da segurança, da Polícia e do Exército, especialmente ao redor da 'zona verde'", um bairro altamente protegido, onde estão as principais instituições do país - declarou uma autoridade policial à AFP.

A mobilização começou às 19h30 GMT (16h30 de Brasília), 1h30 antes que o primeiro-ministro iraquiano anunciasse na televisão estatal a denúncia que fará contra o presidente Fuad Massum.

As medidas de segurança "são muito pouco habituais e se parecem com as que impomos em caso de estado de emergência", declarou a fonte consultada pela AFP.

"Várias ruas foram fechadas, além de vários pontos-chave", relatou um funcionário do Ministério do Interior, acrescentando que "tudo está relacionado com a situação política".

AFP