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Premiê turco critica jogador de futebol e diz que tatuagem pode causar câncer

Erdogan participa de uma reunião de membros do AKP afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. julho 2014 - 19:51
(AFP)

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou nesta sexta-feira um jovem jogador de futebol que fez uma tatuagem no pulso, dizendo que essa prática de inspiração "estrangeira" pode causar "câncer de pele".

O incidente ocorreu quando Erdogan visitava o centro de treinamento da seleção turca em Istambul, onde conversou e cumprimentou os jovens jogadores.

Em um vídeo, que tem circulado nas redes sociais, é possível ver e ouvir o primeiro-ministro turco, sorridente, criticar um jogador do clube Galatasaray, Berk Yildiz, de 18 anos: "O que são essas tatuagens? Por que você machuca seu corpo?".

"Não se deixe enganar por estrangeiros. Deus nos livre, isso pode até causar um câncer de pele", diz Erdogan, enquanto os outros jogadores riem nervosamente.

Ele aponta, então, para o técnico da seleção, Fatih Terim, e para o presidente da Federação Turca de Futebol, Yildirim Demirören, para garantir que suas palavras foram ouvidas.

O jovem Berk Yildiz prometeu remover a tatuagem.

No poder há uma década, o governo islâmico-conservador de Erdogan tem sido criticado por suas tentativas de impor os valores islâmicos, às vezes controversos, neste país de maioria muçulmana, mas oficialmente laico.

Embora a maioria dos muçulmanos considere as tatuagens permanentes como um pecado, ou proibidas pelo Islã, elas são bastante populares na Turquia, especialmente entre os jovens que vivem nas cidades.

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