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O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, participa de coletiva de imprensa, em Santiago, no dia 12 de julho de 2016

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O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, que visita o Chile nesta terça-feira, lamentou as atrocidades na Colônia Dignidade, um enclave de imigrantes alemães localizado no sul do país que a ditadura de Augusto Pinochet utilizou como centro de prisão e tortura.

Gauck criticou que a diplomacia alemã não tenha feito nada a respeito da Colônia Dignidade, onde viveram centenas de colonos alemães sob o comando de Paul Shcäfer, um ex-cabo do exército nazista que a fundou em 1961 e instalou um obscuro sistema de doutrinação, trabalho escravo e abusos sexuais a menores realizados por seu fundador.

"O que a Alemanha lamenta é que diplomatas alemães em primeiro lugar tenham afastado a visita, ou se aliaram com algozes. Eu me encantei quando um ministro do Exterior alemão falou claramente sobre esses tempos", disse Gauck, em coletiva de imprensa em Santiago junto com a presidente chilena Michelle Bachelet.

O enclave também foi utilizado para prisão e tortura de presos políticos da ditadura de Pinochet (1973-1990). Apesar disso, Gauck descartou que exista alguma "corresponsabilidade" de seu país com as vítimas deixadas pelo regime militar chileno.

"Os (diplomatas) que naqueles tempos poderia ter feito uma notificação, diante do governo da ditadura não tinham essas possibilidades", afirmou o presidente alemão.

A Alemanha anunciou em abril que tornará público antecipadamente os arquivos sobre a Colônia Dignidade no período de 1986-1996. A presidente do Chile comemorou essa notícia.

"Nos interessa a abertura destes arquivos para nos ajudar a conhecer a verdade de muitos presos desaparecidos e executados na Colônia Dignidade e suas proximidades", afirmou Bachelet.

No ponto alto de sua visita que terminará na quinta-feira, Gauck irá se reunir com autoridades do Congresso e do Poder Judicial, e também assistirá a um fórum sobre democracia.

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AFP