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(Agosto) Manifestação em Tucumán contra a suposta fraude nas eleições regionais

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A presidente argentina, Cristina Kirchner, qualificou nesta sexta-feira de antidemocrática a decisão que anulou as eleições na província de Tucumán (norte), após denúncias de fraude da oposição, a qual está sob apelação.

"Todos sabemos o que aconteceu: perderam e não suportaram perder, foi isso que aconteceu", disse Kirchner em ato em La Matanza, periferia oeste de Buenos Aires.

A contagem definitiva, que terminou três semanas após as eleições de 23 de agosto, confirmou a vitória por quase 12 pontos do candidato de Kirchner e ex-ministro da Saúde argentino Juan Manzur.

Mas a oposição impulsionou uma denúncia por fraude e uma câmara no Contencioso Administrativo, com o voto de dois juízes, anulou as eleições e determinou que se vote novamente.

"A base da democracia é o voto popular, que se expressa através da vontade de cada cidadão e quando a gente vê que, de repente, juízes pretendem anular a vontade de centenas de milhares dizendo que alguns não sabem votar porque são pobres, estamos voltando a épocas pré-democráticas", disse Kirchner.

De um colégio eleitoral de 1,1 milhão de pessoas, Manzur, da governista Frente para a Vitória (FPV) obteve 51,64% dos votos, enquanto seu principal adversário, o social-democrata José Cano ficou com 39,94%.

O Partido Justicialista (PJ) da província, que apoia Kirchner, apelou a decisão na Câmara no Contencioso Administrativo de Tucumán, que decidirá se o leva à Corte provincial.

A decisão judicial se deu faltando pouco mais de um mês para as eleições presidenciais de outubro, onde o favorito, segundo as pesquisas, é Daniel Scioli, do FPV, sobre o adversário conservador Mauricio Macri, prefeito de Buenos Aires.

No próximo domingo serão celebradas eleições para governador, legisladores e autoridades comunais na província de Chaco, uma das mais pobres do norte da Argentina, reduto do kirchnerismo.

Estas eleições serão as últimas do calendário eleitoral antes das gerais de outubro, nas quais será escolhido o próximo presidente, que deve assumir em 10 de dezembro.

AFP