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A presidente chilena Michelle Bachelet participa de coletiva de imprensa, na Cidade da Guatemala, no dia 30 de janeiro de 2015

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A presidente chilena, Michelle Bachelet, admitiu nesta sexta-feira que não soube condenar com energia "os modos eticamente discutíveis de fazer negócios", em meio aos ecos de um escândalo de suposta corrupção envolvendo seu filho mais velho, o que derrubou sua popularidade.

"Nem sempre sabemos condenar com força os modos eticamente discutíveis de fazer negócios", afirmou Bachelet, ao fazer um mea culpa após receber as conclusões de uma comissão oficial formada para regular a relação entre dinheiro e política.

Bachelet, junto a um grupo de especialistas, pediu a elaboração de propostas de lei para regular o financiamento da atividade política e as atividades dos familiares de políticos, depois que explodiram vários casos de suposta corrupção, um dos quais envolve o filho mais velho da presidente, Sebastián Dávalos, e sua esposa Natalia Compagnon.

Dávalos e Compagnon são investigados pela justiça pelo uso de informação privilegiadas e tráfico de influências depois de concretizar uma milionária venda de terrenos no sul do Chile.

Depois do escândalo, Dávalos teve de renunciar ao cargo não remunerado que exercia no governo de sua mãe, que, em poucas semanas, viu sua popularidade despencar ao menor índice de seus dois governos (30%).

Paralelo a isso, dois dos grupos econômicos mais importantes do país, "Penta" e "Soquimich", estão sendo investigados por delitos depois do uso falsos honorários para o financiamento de políticos.

"Recentemente soubemos de irregularidades. O que antes poucos sabiam, hoje se tornou evidente para todos", afirmou a presidente.

"Nós, que estamos na política e nos negócios, estamos em dívida com o Chile porque afetamos o orgulho que os chilenos sentem em relação a sua pátria, um país transparente e honesto", acrescentou a presidente, que agora deve decidir que propostas entregues pela comissão se transformarão em leis da república.

AFP