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(Arquivo) A presidente do Chile, Michelle Bachelet

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A presidente do Chile, Michelle Bachelet, negou nesta terça-feira ter autorizado atividades prévias a sua campanha eleitoral para as eleições de 2013, na qual a justiça investiga se foram cometidos atos ilícitos.

Em uma entrevista à rádio Cooperativa horas antes de viajar à Itália, ao Vaticano, à França e a Bruxelas, Bachelet disse que não instruiu nem autorizou nenhum mecanismo para uma pré-campanha eleitoral.

"Nunca instrui, nem fui informada ou autorizei nenhum mecanismo para uma pré-campanha", disse a presidente.

Bachelet enfrenta novas críticas por eventuais atos ilícitos durante a arrecadação de fundos eleitorais.

Na semana passada, Giorgio Martelli, um de seus arrecadadores de campanha, depôs como acusado no âmbito de uma investigação por financiamento político ilícito por parte da mineradora Soquimich (SQP), controlada há até pouco tempo pelo ex-genro do ex-ditador Augusto Pinochet (1973-1990).

Martelli é investigado por eventuais crimes tributários associados a sua empresa Asesorías y Negocios (AyN), que a justiça acredita que tenha sido utilizada como fachada para a coleta e distribuição de fundos a vinte assessores próximos de Bachelet, entre eles seu ex-ministro do Interior Rodrigo Peñailillo.

Os pagamentos, de 220 milhões de pesos (360.000 dólares), teriam sido realizados antes de Bachelet oficializar sua intenção de competir novamente pela presidência do Chile em março de 2013.

As datas são relevantes porque a legislação chilena permite a contribuição de empresas às campanhas políticas apenas 90 dias antes das eleições.

"Eu não sabia que os fundos vinham de Martelli. Será muito doloroso se ficar comprovada a contribuição da SQM", afirmou a presidente.

AFP