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Presidente chileno promete assistência a vítimas de 'violações dos direitos humanos' em meio a crise

(Arquivo) O presidente do Chile, Sebastián Piñera afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. dezembro 2019 - 18:06
(AFP)

As vítimas de "violações" dos direitos humanos durante os quase dois meses de crise social no Chile receberão "assistência" estatal, enquanto avançam as investigações judiciais para estabelecer a "verdade e justiça" - disse o presidente Sebastián Piñera nesta terça-feira (10).

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, Piñera lamentou "a morte de 24 compatriotas" e os milhares de chilenos feridos, destacando o compromisso de seu governo de "prestar toda a assistência que for necessária para aquelas pessoas que sofreram as consequências de violações dos direitos humanos".

Embora não tenha divulgado detalhes, dias atrás o governo se comprometeu a prestar ajuda às vítimas de lesões oculares. Elas receberão tratamento e prótese, nas situações em que isso se faça necessário, e sem custos.

"Nos últimos 52 dias, tivemos conhecimento de muitos casos, de denúncias de atropelos aos direitos humanos. Cada uma delas dói em nós", afirmou o presidente.

Ele garantiu ainda que, além da busca pela verdade e pela justiça, é preciso fazer "um grande esforço de educação e de cultura" para que o Chile tenha "uma verdadeira cultura dos direitos humanos".

Segundo o Instituto Nacional dos Direitos Humanos, 3.449 pessoas ficaram feridas, sendo 352 com lesões oculares, e há 1.383 casos de violação dos direitos humenos, com 192 denúncias de violência sexual, e 405, por tortura.

A organização Human Rights Watch (HRW) constatou "graves" violações dos direitos humanos por parte das forças policiais, o que também foi denunciado pela Anistia Internacional.

Já a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) afirmou que "não há dúvida" de que houve violações em meio às manifestações em massa.

Na segunda-feira, o presidente apresentou uma agenda "antiabusos" para aumentar as sanções contra o crime de conluio, em resposta à sensação de impunidade expressa pelos chilenos ao longo da crise deflagrada em 18 de outubro.

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